Uma análise ao tecido empresarial português permite rapidamente concluir que este é quase na totalidade constituído por pequenas e microempresas. De acordo base de dados da PORDATA, em 2020, 96,1% das empresas eram microempresas (menos de 10 colaboradores e volume de negócios ou balanço total anual inferior a 2 milhões de euros) e 3,3% eram pequenas empresas (menos de 50 colaboradores e volume de negócios ou balanço total anual inferior a 10 milhões de euros e que não é microempresa). Este é um cenário semelhante à maioria dos países da Europa, especialmente na Europa do sul onde, como em Portugal, as micro e pequenas empresas assumem uma importância extremamente relevante.
A nível económico, é crucial apostar em setores de alta inovação e tecnologia e fortalecer as grandes empresas e as empresas exportadoras, mas não podemos ignorar de que aumentar a competitividade e volume de negócios das micro e pequenas empresas pode ser igualmente impactante para a economia nacional. Este último grupo de empresas, quando comparado com as grandes empresas, enfrenta um conjunto de obstáculos que originam o “estrangulamento” do negócio. Maior dificuldade de obter economias de escala, tesouraria apertada, dificuldades de acesso ao financiamento, maior dificuldade em lidar com um mercado laboral pouco flexível e legislação fiscal complexa e em conste alteração estão entre aqueles obstáculos. Para além disso, uma grande percentagem das micro e pequenas empresas é marcada pela falta de competências de gestão e de liderança, falta de uma rede de apoio e dificuldade de acesso a fornecedores de qualidade a preços acessíveis – ser pequeno dificulta em quase tudo, incluindo na capacidade de negociação.
Destinatários do curso
Empreendedores de ideias de negócio cuja formação em gestão seja diminuta ou incipiente e que pretendam melhorar as suas competências de gestão
Empresários em nome individual e trabalhadores independentes, que tenham recentemente criado empresa ou estejam em fase de criação
Dirigentes e profissionais, com formação de base diversificada, que assumam ou pretendam assumir funções de direção e gestão em pequenas e microempresas
Empresários de pequenas e microempresas que, apesar da sua larga experiência em fazer negócio, pretendam fazer um “upgrade” nas suas competências de gestão
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