Justificar o preço de participação às empresas é o maior obstáculo de qualquer gabinete de empregabilidade na hora de vender a sua feira de emprego.
Este artigo explica o que as empresas realmente avaliam numa feira de emprego universitária e onde ouvir essa resposta diretamente das próprias empresas.
O problema: justificar preço e participação
A pergunta chega sempre da mesma forma: “porque devemos pagar para estar aqui?”
A resposta não está numa lista de vantagens genéricas. Está em perceber o que a empresa vê como retorno concreto. Uma empresa não compra um stand.
Compra acesso a talento qualificado, com segmentação clara e dados que justifiquem o investimento perante a sua própria direção.
Sem essa informação, o gabinete de empregabilidade negoceia às cegas.
A solução: ouvir as empresas antes de desenhar a feira
Antes de fechar a próxima edição da sua feira, há uma pergunta que vale mais do que qualquer argumento preparado: o que é que as empresas procuram, este ano, numa feira de emprego universitária? É essa pergunta que o Talent Portugal Summit responde diretamente.
👉 Saiba mais sobre o Talent Portugal Summit
O evento reúne entidades de ensino superior e empresas no mesmo espaço, para que a conversa aconteça antes da negociação.
Para o seu gabinete de empregabilidade, participar no Talent Portugal Summit significa:
- • Ouvir diretamente das empresas o que procuram numa feira antes de desenhar a próxima edição.
- • Perceber que critérios pesam mais na decisão de participação e no valor do investimento.
- • Estabelecer contacto direto com as empresas que já procuram talento no seu ecossistema académico.
Não é uma apresentação unilateral da sua oferta. É uma conversa e é dela que nascem os cinco critérios seguintes.
Perceba o que as empresas procuram, em conversa direta.
Inscreva-se →O que as empresas realmente procuram numa feira de emprego universitária
Estes são os critérios que, ano após ano, mais pesam na decisão de uma empresa participar e de voltar a participar no ano seguinte.
- 1. Acesso a talento qualificado. As empresas querem saber, antes de reservar, que perfis vão encontrar. Cursos, anos de formação, áreas de especialização. Uma feira sem esta informação prévia é um risco que a empresa não quer correr.
- 2. Segmentação por curso. Não basta reunir estudantes. As empresas de engenharia querem falar com engenharia. As empresas de gestão querem falar com gestão. Quanto mais preciso for o cruzamento entre a oferta da empresa e o perfil dos estudantes presentes, maior o valor percebido do evento.
- 3. Branding no campus. Estar presente numa universidade é também uma oportunidade de reforçar a marca empregadora junto de uma geração inteira de futuros profissionais, mesmo os que não vão candidatar-se este ano.
- 4. Dados dos participantes. As empresas precisam de números para justificar o investimento internamente: quantos estudantes passaram pelo stand, quantas candidaturas foram recolhidas, que áreas geraram mais interesse.
- 5. Qualidade da interação. Um stand cheio de curiosos não é o mesmo que um stand com conversas relevantes. As empresas valorizam eventos onde a interação é preparada estudantes informados sobre quem vão encontrar, e não apenas de passagem entre aulas.
Como transformar isto num argumento de venda
Em vez de apresentar a sua feira como uma oportunidade genérica, apresente-a como a resposta a cada um destes cinco critérios: talento qualificado, segmentação, branding, dados e qualidade de interação.
Se o seu gabinete de empregabilidade quer preparar a próxima feira de emprego com argumentos concretos e não apenas com boa vontade o próximo passo é simples.































